Arquivo | outubro, 2013

OS FAVORITOS DE OUTUBRO

31 out

Como vocês já devem ter percebido, sou uma criatura BEM aérea, esquecida e consumista. Tomei um susto razoável quando vi que a cidade já está se preparando para o Natal e eu nem me recuperei ainda das férias (setembro).
Bom, esse mês fui um pouco menos feia e consegui fazer uso de mais coisas que estão fazendo aniversário lá em casa. 🙂

ROSTO
CliniqueEm dias de muita secura ambiental, um spray para hidratar o rosto salva muito. Sempre usei água termal, mas comprei esse spray para testar e amei! Ele tem um cheirinho suave e dá a impressão que a pele absorve o danado na hora. Não é gordurento, mas no exagero da sede da pele pode dar a impressão que vai deixar a pele maçaroquenta. Daí é só tirar o excesso (no começo tive de administrar a força na válvula para aprender a quantidade certa para passar).

CORPO
Na verdade. é um produto para as mãos.
Tenho um problema crônico de cutícula desidratada (mentira, sou é desleixada mesmo) e já tentei de tudo para tratar a cutícula, e até então meu produto favorito era a cerinha da Granado.
Até eu conhecer a Primecuticle Premium, uma caneta hidratante para cutículas. Ela é enriquecida com óleos minerais e a ponta, além de ajudar na aplicação sem maiores sujeiras, ajuda a empurrar a cutícula. 🙂
E o bom é que ela rende bastante!
primecuticle

CABELO
A tintura Olia!
olia 2Falei dela aqui,
Passei no dia 16 e hoje, dia 31, nem sinal de desbotamento!
O cabelo está escuro, brilhante e macio.
Bom, brilhante e macio pode ser dos outros cuidados, mas o escuro, certeza que é a eficiência da tintura. 🙂

MAKE
smashboxAparentemente a palette Beauty a Go Go, da Smashbox, era uma edição limitada especial para a Nordstrom de zilhões de anos atrás. Tem 8 cores de sombras, 4 de gloss e 2 de iluminador. Os iluminadores e os glosses, confesso, mal toquei. Mas as sombras foram bastante usadas esse mês, em especial esse bege da fileira inferior, à esquerda e o vinho da 2a fileira. É uma palette bem compacta, dá para carregar na necessaire e resolver vários probleminhas. 🙂

MAIS EMPTIES

30 out

Fico MEGA feliz quando consigo exterminar produtinhos.
Apesar de estar zuper preguiçosa com os meus cuidados diários, consegui terminar mais alguns produtinhos… 🙂

20131023_104347Demaquilante Biosource Eau Micellaire, da Biotherm (R$ 119 por 200 ml)
Sou mais tradicional…
O que diz o fabricante: “Solução micelar total e instantânea para remoção de toda a maquiagem – rosto e olhos – com água celular termal de plâncton (!). Hoje em dia as mulheres porcuram medidas de limpeza rápidas e eficientes. Para essas mulheres, a Biotherm criou um produto que funciona como solução no exigente mundo contemporâneo. Proporciona uma limpeza completa + remoção de maquiagem, em uma experiência que combina economia de tempo em uma solução suave.
A fórmula é fresca e não resseca, trazendo uma sensação de maciez e pureza à pele. Resultados notados pelas mulheres: para 79% das mulheres a pele parece desintoxicada em uma única aplicação, apresentando-se mais radiante e com aparência saudável” ( o teste envolveu 48 mulheres, utilizando o produto por 4 semanas)“.
O que eu achei: Antes de mais nada, não sabia o que é solução ou água micelar. Só sei que houve um hype e eu queria experimentar, e coincidentemente, em um kit da Biotherm que comprei no Cosme-de (naquelas promoções de compre 1, leve 2), veio esse produto.
Resumindo, a água micelar serve, antes de mais nada, para remover a maquiagem, antes de partir para as demais etapas dos cuidados diários com a pele. Ao ser aplicada no rosto, as micelas (química, arrrrghhhh! Quem quiser saber sobre as micelas, tá aqui) da água e a microemulsão produzida por essas micelas removem as impurezas (ao invés de espalhá-las no rosto, como outros produtos de limpeza.
As soluções micelares não contém sabão em sua formulação – que costuma ser enriquecida com ingredientes calmantes e descongestionantes – e auxiliam a manter a pele com pH equilibrado, sendo indicado também para as peles mais sensíveis.
Tudo isto posto, pelo menos esta solução micelar não é apaixonante. Não senti esse benefício todo quanto à limpeza, sobrou um pouco de produto para a loção tônica.
De novo na lista de compras? Não.
O que estou usando no lugar dele: Sabem os 2 kits que comprei pelo preço de um? Tenho mais um frasquinho desses para terminar. Além disso, em alguma promoção ou evento – não lembro bem -, ganhei uma solução micelar da Vichy para testar. 🙂

20131023_104309Creme Nutritivo para as Mãos – peles muito secas, do Le Petit Marseillais (€ 3,66 por 75 ml)
Bom e barato
O que diz o fabricante: “O creme de mãos hidratante é o ideal para quem procura uma sensação de proteção e bem-estar ao longo de todo o dia. Graças ao seu formato cómodo, fácil de transportar, e à sua textura, de rápida absorção, agora até a pele mais seca pode ser mantida nutrida e hidratada* durante o dia.“. Português de Portugal é amor eterno… 🙂
O que eu achei: Como não amar um creme para mãos que se saiu bem no desafio do frio europeu? Gosto de tudo nele: cheirinho, textura e resultado. É um bom e barato na verdadeira acepção da palavra.
De novo na lista de compras? Não, mas só porque não vende por aqui pelo precinho amigo europeu.
O que estou usando no lugar dele: O hidratante para mãos Hand Therapy Rosewater, da Crabtree e Evelyn, e outra amostra da L’Occitane.

20130929_194141Shampoo e Condicionador Reconstrução e Força, da Tresemmé (cerca de R$ 20,00 o kit de 400 ml)
Outro bom e barato.
O que diz o fabricante: “Previne a quebra dos fios, revitalizando o cabelo enfraquecido.
Sua fórmula com Vitamina B6, Colágeno e Queratina, repara e revitaliza os fios fragilizados e quebradiços. 
Cabelos saudáveis e fortes, como cuidados no salão.
O avançado sistema fortalecedor fortalece o fio e proporciona um tratamento intenso para recuperar a densidade da fibra capilar. Indicado para cabelos fragilizados e quebradiços.“.
O que eu achei: Meu cabelo nem tava tão fragilizado e quebradiço, mas se apaixonou por essa dupla. Dentre os produtos de farmácia, sem dúvidas é o melhor que utilizei. E o resultado fica pau a pau com os Kérastase e os L’Oreal Professional da vida. O cabelo fica macio e brilhante.
De novo na lista de compras? Sim, certeza!
O que estou usando no lugar dele: Outra linha da Tresemmé, o Keratin Smooth.

PAPELÃO!

29 out

wigglechair
Wiggle, a icônica cadeira de papelão de Frank Gehry

Comprou uma Wiggle Chair e esqueceu que tem um gato que adora destruir papelão em casa?
Então corre atrás de uma Cat Cocoon!
Fabricada em papelão, a Cat Cocoon serve como toca, brinquedo e arranhador para os gatos mais viciados em enfiar as unhas em celulose.

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cat coccoon 1

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THIS IS NOT A HATE BLOG – PARTE 2

28 out

Mais uma Melissa que me encantou durante muito tempo…

SL1Sweet Lips + Isabela Capeto

Ela veio em duas ou três coleções, e tive praticamente de todas as cores (menos as versões pastel da verde e da amarela, acho).
É uma Melissa fofa, delicada, como a palmilha não é muito estreita, favorece até pés largos (tipo o meu), versátil e fácil de usar, combina com tudo, com saia, calça, meia calça, calor, frio, não era o modelo mais caro da coleção…

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Durante algum tempo, a Sweet Lips amarela foi a superstar da minha vida. Apesar de não ser grande fã de amarelo, sempre achei que ela fosse meu sapato de dias felizes. 🙂 A bordô também foi muito bem aproveitada, e a branca foi um amor que usei até acabar.

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Os furinhos não servem para nada, mas deixam a melissa bem mais bonitinha do que se fosse lisa.
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Para caminhar, ela era muito confortável, meu pé tem uma curvatura bizarra que não posso usar sapatos totalmente flat (como as Campanas), e essa tem um microsaltinho que ajudava bastante a não sentir dor em caminhadas. 🙂

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Vi que em 2012 teve um “relançamento” desse modelo na Melissa Memories (ou coisa que o valha), deu até vontadinha de ter mais uma (ficou só uma comigo, não sei se é a roxa ou a preta). ❤

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Update: andei meio sumida por conta de uma sinusite maldita que quase me fez perder a vontade de viver me deixou um pouco debilitada, mas já estou melhor, parei de tomar antibiótico e a disposição deu um up bem bom esse fim de semana… 🙂

PARA DOCKET, COM AMOR

22 out

docket4Tracey Emin e Docket, 2004  

É antiga mas vale a pena ler; da coluna da artista plástica britânica Tracey Emin, no jornal inglês The Guardian:

[…] estou cheia de medo. Estou deitada ao sol e as lágrimas queimam meus olhos enquanto lembro dos últimos oito anos da minha vida. Hoje recebi a notícia de que Docket, meu gato, contraiu AIDS felina (também conhecida como FIV). Docket não é apenas um animal de estimação para mim. Sem soar muito brega, ele é realmente como meu filho. Sempre digo isso. Eu o amo mais do que qualquer outra coisa no mundo. Amo seus olhos amarelos, suas orelhas grandes, suas patas brancas com fofas almofadas rosas, o branco macio de sua barriga e a pelagem cinza e macia. Mas acima de tudo, amo seu calor e seu cheiro. Quando eu o abraço, descanso meu rosto em sua cabeça e penso no quanto eu o amo.

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A razão pela qual o amo tanto é todo o amor que eu investi nele. Para algumas pessoas, um gato é apenas um gato. Eles miam, têm de ser alimentados e têm caudas. Mas, para mim, os gatos são animais pequenos que ocupam uma parte gigante de minha mente – especialmente Docket, com quem vivo. Para ser honesta, planejo muito da minha vida de acordo com meu gato. E com isso, não quero dizer coisas pequenas, mas sim o lugar onde vivo, com quem vivo e meus planos para o futuro. Devo mudar para o campo? Devo viver no litoral? Toda decisão de grande importância envolve Docket. A idéia de que ele está gravemente doente me deixa confusa e com medo. Não espero que as pessoas entendam, a menos que elas sintam o mesmo a respeito de animais.

Não consigo imaginar minha vida sem meu gato. É táo duro que não faz sentido.[…]

Para ler a coluna completa, clique aqui.

No ano passado, Docket pregou outro susto em sua dona ao fugir de casa.
Apavorada, Tracey Emin criou cartazes e espalhou pela vizinhança:

docket

Porém, transeuntes achavam que eram obras de artes e levavam os cartazes para casa.
Felizmente, Docket foi encontrado e voltou para os braços de Tracey. :-)

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“Docket and His Bird Collection”, prato em porcelana desenhado por Tracey Emin.

GORDICES EM SÃO PAULO – PARTE 6

21 out

la reco 01Entradinha. Foto: Ailin Aleixo

A primeira vez que fui ao La Recoleta, uma simpática parrilleria no bairro de Perdizes, em São Paulo, foi quando meu irmão e minha cunhada anunciaram que estavam grávidos de Marininha. Há duas semanas Marininha completou seis semanas e eu e o Ogro voltamos ao La Parrilla.

la reco 01 aDeck. Nesta última visita ficamos aqui, é ótima para as noites quentes! Foto: divulgação

Preciso contar antes que como estava de férias, andei fraca anêmica sem vontade de viver me alimentando muito mal (preguiça master de fazer almoço para uma pessoa), e senti uma necessidade master de comer carne. Meu marido sugeriu que fôssemos a uma churrascaria – amo um coraçãozinho de galinha mais que tudo! -. só que dessa vez a vontade era de comer um corte bem alto de carne macia e suculenta.

Daí que foi o primeiro lugar que pensamos, mesmo o preço não sendo dos mais amigos, mas nessa primeira visita a coisa foi tão linda… E novamente, saímos de lá com a impressão de que valeu a pena!

Da primeira vez que fui, experimentei um tal de timo.
Como não curti muito, dessa vez, nossa entrada foi a porção de linguiças variadas (que estavam beeeeem boas!).

la reco 03Ainda criando coragem para comer a morcilla (essa linguiça preta aí em cima). Foto: Ailin Aleixo

Daí partimos para o combate franco e aberto.
Meu marido foi no assado do tira, já eu fui no ojo de bife (miolo de contrafilé). O interessante é que ambos têm a versão masculina (400 gr) e a feminina (250 gr). Digo com certeza: a feminina dá bem tanto para os meninos quanto para as meninas, pois o bicho é enorme!

la reco 04Aguando só de ver a foto do danado… Foto: Fernando Morais

A carne vem no ponto certo (para mim), que está passado por fora, mas muito rosa e um pouco vermelho por dentro, e você corta e o sangue sai levemente no prato. Como acompanhamento, fomos de batata do parrilleiro, que é uma massinha de batata frita, salpicada de orégano.

la reco 02Fomiiiiiinha!

Para encerrar, dividimos a sobremesa, uma porção (vem duas) de panquecas de doce de leite com sorvete de creme. Bem doce, mas uma delícia, se tivesse vindo 4, 5 ou 6 na porção, teria comido lambendo os dedos.

A conta não foi barata, o jantar completo + bebidas saiu R$ 225,00 para duas pessoas, mas sinceramente? Valeu cada centavo. 🙂

Serviço:
R. Caiubi, 155 – Perdizes
São Paulo/SP
Fone: (11) 2506-8007
http://www.larecoletaparrilla.com.br

PERFUME: NARCISO RODRIGUEZ FOR HER

18 out

narcisoNotas de saída: jasmim, cíclame e peônia
Notas de cabeça: rosa, lírio do vale e âmbar
Notas de base: almíscar e patchouli

Estou numas de ver do que se trata o perfume antes de escrever – e até sentir – sobre ele. O flaconete do Narciso Rodriguez for Her chegou para mim como brinde de uma compra. Já tinha ouvido falar (bem), mas até então não tinha sentido o dito cujo ao vivo.

Após aplicar, a primeira impressão não foi das melhores. Achei pesado, não sei explicar bem, é um floral encorpado, denso, tipo um desodorante que empesteia o ambiente em versão hardcore (isto é, odiei). Só que conforme o tempo passa, o perfume vai melhorando. Uma meia hora depois, parece outro: um floral doce e suave, sem ser enjoativo nem invasivo. É essa a imagem que fica para mim ao fim do dia (sim, a fixação é bem boa).

No dia seguinte, quando fui usar de novo, tive a mesma péssima impressão inicial e o perfume se portou bem durante o dia, da mesma forma que no dia anterior. O terceiro dia nem conta, porque o que tinha sobrado no frasquinho era tão pouco que nem deu para o cheiro (literalmente).

Resumindo, apesar da primeira sensação ser desconfortável, é um perfume que eu consideraria para uma próxima compra pelo que ele fica ao longo do dia menos os primeiros 30 minutos e o quanto o perfume dura na minha pele.

Ano de lançamento: 2003
Quanto: R$ 449,00 por 100 ml (affff!)
Onde: http://www.sephora.com.br/site/produto.asp?id=3880

GARNIER, TE DEDICO

16 out

Deve fazer uns cinco anos que pinto o cabelo, infelizmente a idade chega e com ela os tais fios de cabelo branco.
No começo, eu até arrancava porque sou destemida e enfrento o perigo pintar o cabelo por causa de uns 5 fios de cabelo, pelamor, né?
Só que os cabelos brancos se multiplicaram de tal forma que não dava mais para arrancar, daí comecei a pintar.
Uma das primeiras tinturas que usei foi a Garnier Nutrisse e, ó, deixou a desejar.

nutrisseÓ, mó bosta ruim…

O cabelo começava a desbotar em 10 dias.
Para ter certeza de que a coisa era realmente uma bosta, usei mais uma ou duas vezes, daí nunca mais.
Então testei algumas outras marcas e as que se deu melhor no meu cabelo foi a Imédia, da L’Oreal.
Fixação OK, cheiro nem tanto por causa da amônia, mas tolerável, resultados bons.

Mas um belo dia, quando fui comprar alguma quinquilharia na farmácia, vi essa tintura na prateleira e fui dar uma espiadinha

oliaOi, linda!

Bom, li o nome Garnier e fiquei ja meio assim, porque a Garnier é especialista em fazer produtos que não cumprem promessas e destroem meu cabelo (Fructis, te dedico).
Mas, por outro lado, fiquei bem interessada na questão do “sem amônia” (as outras tinturas sem amônia do mercado não deram certo para mim) e principalmente, na COLORAÇÃO ATIVADA POR ÓLEOS! Por mais que meu cabelo esteja bem cuidado e hidratado, a palavra ÓLEO em um produto para cabelo, em especial coloração, me chama demais a atenção!

Pois peguei o danado (cor castanho escuro) e voltei toda curiosa para casa.
Esperei dar a data que vencia a minha tintura (sou preguiçosa para pintar o cabelo, me julguem) e apliquei, conforme as instruções (mentira, não fiz o teste do toque (#soufeia).

Desde o começo ele é diferente, já que é cheirosinho (lembra um pouco do cheiro do Fructis, trauma!) e não escorre.
Quando fiz a mistura, o primeiro susto: o produto ficou meio cor de creme de papaia um pouco mais escuro.
Pensei comigo: “Vai dar merda”, lembrei das desgraças trazidas na minha vida pela Garnier e pensei em desistir.
Mas aí o capitalista do meu marido falou para eu guardar as embalagens e se desse errado, para processar. Não sei se foi sério ou brincadeira, mas decidi ir em frente.
No durante, foi bem OK, não é das tinturas que esquentam a cabeça (hahahahah a Imedia faz isso comigo) nem coça ou pinica. Foi uma pausa confortável e cheirosinha de 30 minutos (de novo, não segui as instruções porque teoriacamente era para fazer primeiro só a raiz e depois, pintar as pontas, mas enfim). Enxagua, passa o creme hidratante que vem junto, seca e pronto.

olia 2

Por que AMEI essa tintura?
– O cheiro.
– Não contém amonia.
– O processo todo é simples e confortável.
– O creme hidratante também é cheirosinho.
– O cabelo ficou brilhante e menos ressecado que o normal.
– A cor não desbotou (estou usando há 20 dias e como comecei a correr todos os dias, tenho lavado os cabelos, tipo, todos os dias!) e continua aqui, firme e forte.

Até podia incluir nos prós o fato de não escorrer ou de ser de fácil aplicação, mas isso muitas delas são.
Acho que os grandes diferenciais, para mim, são o cheiro, a ausência da amônia e mesmo assim, entregar uma ótima durabilidade de cor.
Uma tintura que se mantenha nos cabelos por 20 dias, sendo lavada diariamente, é das boas.

Tenho em estoque mais uma Imedia.
Acho que vou usá-la e depois, só comprar essa Olia.
Aprovadíssima!

O SALSICHA DE PICASSO

15 out

lump 2

Adoro quando descubro o amor que grandes artistas sentem pelo seus animais.
No caso de Pablo Picasso, não é diferente. Ele era um amante dos animais, em especial cães, e tinha uma particularidade: era famoso, entre seu círculo de amizades, seu hábito de “tomar emprestado” ou até mesmo roubar os cachorros de seus amigos e conhecidos. Um desses cães “emprestados” – e considerado o favorito do pintor – foi Lump, um cão da raça Teckel (antigo Dachshund).

O proprietário de Lump era o fotógrafo David Douglas Duncan, autor das fotos desse post e que tinha levado consigo o cão em uma viagem de férias para La Californie, a mansão de veraneio de Picasso em Cannes, no litoral da França. Era abril de 1957 e a conexão entre o artista e o cão foi imediata, e na hora foi decidido que Lump passaria a morar em La Californie, junto com a cabra Esmeralda e o boxer Jan.

lump 7Lump e Jan

lump 8Estátua de Esmeralda na entrada de La Californie

lump 14Esmeralda presa na sua própria estátua

Durante o almoço com Duncan e Jacqueline Roque (futura esposa de Picasso), o artista perguntou se o cão já tinha um prato só seu. No que Duncan disse que não, Picasso pegou tinta e pincel que estava sobre a mesa e pintou um retrato de Lump no prato em que estava comendo. Com o trabalho datado e assinato para Lump, ele pegou o prato e deu para Duncan de presente.

 

 

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lump 10Aeeeeee, um Picasso só pra mim!

 

 

Durante os seis anos de estadia de Lump em La Californie ing Lump’s six-year stay at La Californie, o cão foi inspiração para diversos desenhos e rascunhos de Picasso, bem como incluindo-o em várias de suas famosas reinterpretações do quadro As Meninas, de Velásquez.

lump 3Rascunho de Lump

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lump 12Lump em algumas das interpretações de As Meninas, de Velazquez, em exibição no Museu Picasso, em Barcelona.

 

Mas foi Duncan quem realmente captou a essência da afeição mútua da dupla. Em 2006, ele publicou Lump: The Dog Who Ate a Picasso, um livro com 89 fotos de Picasso e Lump que conta a história entre os dois. Apesar de separados (Lump voltou a viver com Duncan após uma grave doença), Picasso e Lump morreram com dez dias de diferença, em 1973.

 

 

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lump 11

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GORDICES EM SÃO PAULO – PARTE 5

14 out

Há muito tempo queria visitar o Mocotó, mas sempre dava alguma coisa errada. Ou as pessoas achavam longe demais (fica na Vila Medeiros, um bairro realmente afastado de todo o burburinho), que não fazia reservas e toda a série de empecilhos possível.

Quando finalmente conseguimos engolir as frescuras, criar coragem e ir – e levei a tiracolo a família reclamona toda -, a fila estava tão gigante (o restaurante abria às 12h, chegamos lá 11h50 e a espera dera de 1h30) que minha mãe surtou e acabamos indo para outro lugar.

Mas o cardápio e a visão dos pratos que tivemos nessa ocasião nos ofuscou e, tendo consciência da fila que nos esperava, marquei de ir de novo com a Bia (a única da família sem maiores chatices e grande fã de torresmos & queijo de coalho) e chegar lá às 11h. Chegamos 11h em ponto e éramos os primeiros da fila (na verdade, os terceiros :)). Já na fila, fomos informados de que, aos domingos, o restaurante agora abre às 11h30 (apesar de todos os lugares, inclusive o site do Mocotó) informar 12h. Ou seja, 11h35 já estávamos sentados.

barO bar do Mocotó. Não curto cachaças, mas para quem curte, são 340 rótulos! Foto: Ligia Skowronski

O restaurante é outro capítulo à parte, bem diferente dos restaurantes do circuito badalado de qualquer cidade brasileira. É simples e arrumadinho, com uma hostess gente como a gente, garçons que te tratam bem e não te olham com superioridade (ser olhado com superioridade por quem vai te servir realmente é de fo*er o c* do palhaço), tipo aqueles botecos legais para bater um PF, com mesas de madeira simples e cadeiras com estofadinho de couro (a que eu sentei até estava com o couro meio rachado) sem frescuras e sem disfarces, onde as pessoas não vão para badalar, mas sim para conhecer a culinária de um chef badalado.

Aliás, o hype todo se justifica.
Primeiro, porque o chef Rodrigo Oliveira é lindo. ❤

TPM- Autumn SonnichsenSuperhot! Foto: Autumn Sonnichsen/TPM

Segundo, porque o chef é foda – e tava lá. todo trabalhado na fofura… 🙂
Terceiro, porque os pratos do Mocotó são realmente bons.
Quarto, porque ele consegue fazer o povo todo se abalar para um restaurante pequeno, escondido, num bairro afastado, sem gramú.
Cinco, porque o serviço é ótimo.
Sexto, porque não é todo dia que se come no restaurante de um chef superestrelado uma refeição completa (entrada, prato principal com acompanhamentos e sobremesa) sem pagar algumas centenas de reais.

Bom, ao abrir o menu, a primeira supresa: tubaína! O que pode ser mais bacana do que comida nordestina com tubaína?
Perfeita, gelada e econômica – menos de R$ 4 a garrafa com 600 ml. E se alguém vier me falar que compra no supermercado por muito menos bla bla bla, sugiro que veja quanto custa aquela lata de Coca que você toma no almoço no quilo da esquina.

torresmoMelhor torresmo ever! Foto: Divulgação

De entrada, fomos em três clássicos da casa: o torresmo, o queijo de coalho com melado e os dadinhos de tapioca. Logo entendemos o porquê de serem clássicos – os três estavam muito bons. O torresmo foi o melhor que já comi, e ainda assim meu preferido foi o dadinho de tapioca, um quadradinho de tapioca com recheio de queijo de coalho. Amor eterno.

dadinhos

Dadinhos de tapioca: de comer rezando. Foto: Divulgação

Para os pratos principais, como estávamos em dois casais, pedimos dois pratos – um, o atolado de bode e o outro, joelho de porco servido com cuscuz de milho e gerimum assado. Como acompanhamento, o garçom sugeriu um baião de dois. Meu marido ia pedir o grande (afinal, somos quatro), mas o garçom disse que o pequeno (!) era suficiente. E posso falar? Foi mesmo. 🙂

atoladoAtolado de bode: na verdade, é um cabrito super bem trabalhado no coentro. Foto: Ligia Skowronski/VejaSP

As duas carnes estavam deliciosas, saborosas e muito bem preparadas.
O porco, macio e até eu que não curto muito gordura, me acabei.

joelhoJoelho de porco, servido com cuscuz de milho e gerimum assado. Maravilhoso! Foto: Fernando Moraes/VejaSP

O atolado – que na verdade, é de cabrito – veio com um molho tão delícia que dava vontade de comer só ele com o baião de dois.
Os pratos não são gigantes, mas deu bem para 2 pessoas.

cremeCrême Brulée de doce de leite, doce na medida certa! Foto: Maria do Carmo/Folhapress

De sobremesa, pedimos 4 opções diferentes: o crême brulée de doce de leite, o sorvete de rapadura, uma tapioca de cocada com morango e o cartola de engenho, que mistura banana coberta por queijo e combinada com uma farofa de açúcar e canela, maravilhosa! Tudo divino – o menos sensacional foi a tapioca.

cartola de engenhoCartola de Engenho, queijo, banana e muito amor. Foto: tungada do Foodspotting

No final, depois dessa suruba gastronômica, a conta veio em R$ 286 já com 10%, o que deu R$ 71,50 por pessoa. Só que nós comemos MUITO (4 entradas para 4 pessoas!) e bebemos MUITO (entre tubaínas e cervejas), e tudo muito bem. Saí satisfeita de verdade, e como não tinha tomado café da manhã nem consegui jantar, no final o domingo alimentício acabou saindo R$ 23,80 por refeição. 🙂

É um lugar que voltarei, com certeza!
É daqueles restaurantes que, só de olhar o cardápio, dá para saber que uma só visita não vai ser o suficiente

SERVIÇO
Mocotó Restaurante
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100
Vila Medeiros
São Paulo/SP
Tel: (11) 2951-3056