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MINI HISTORINHA DE AMOR

27 jan

Estava na fila do restaurante de salada McDonalds outro dia, quando ouvi uma conversa alheia (como esse povo fala alto). Os dois meninos que conversava na minha frente eram office-boys que tinham parado para almoçar.

A conversa era centrada na menina que era o sonho dele, que nunca tinha dado bola para ele mas num belo dia resolveu dar assunto para o menino. Daí ele faz uma declaração mega de amor:
– Você é a cara da Jane Birkin.
E fez-se o silêncio.
E a menina vira a cara e vai embora.

 

O outro menino que estava com ele vira e diz que ele foi bobo, que se tivesse falado que era parecida com a Paula Fernandes ou a Paloma da novela, teria dado efeito.

Fiquei meio chocada pelo moço em questão saber como é a cara da Jane Birkin. Sinceramente, eu não lembrava da cara dela, mas como o Google é meu amigo, o Google é meu colega, vou fazer com o Google o que o cavalo faz com a égua a diva em questão é essa:

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Sinceramente, acho que “a cara da Jane Birkin” vai ser o maior elogio que a moça vai receber na vida e ela nem se deu conta.

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GORDICES EM SÃO PAULO – PARTE 7

9 jan

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Esse ano, tivemos muitas – MUITAS – comemorações de fim de ano e minha mãe decidiu que não queria mais cozinhar. Pra falar a verdade, achei BEM justo, tadinha, ela cozinhou tanto – e tão bem – ano passado que ela realmente merecia o descanso.

Como boa família de japas, ficamos aguados quando minha cunhada confidenciou que estava aguada para comer comidinha japa, então meu irmão se encarregou de fazer a reserva no MORI SUSHI. Aqui cabem DOIS esclarecimentos: 1) NÃO somos proprietários desse restaurante.; 2) Também NÃO somos proprietários da Natação Mori. 🙂
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O jantar estava marcado para as 20h15 (horários quebrados, trabalhamos com isso) mas como meu marido teve de atender uma emergência, chegamos lá às 21h. O lugar estava lotado, as pessoas mal cabiam na área de espera, um barulho infernal, mas como o resto da família era pontual, estavam todos sentadinhos, comendo as entradas. Na recepção, disseram que estavam em uma mesa no andar superior, que é basicamente um labirinto. Sim, o restaurante é grande mas não, não foi pensado para pessoas conversarem. Mesmo com meu marido, que estava sentado na minha frente, estava difícil conversar.

Então, o restaurante serve todas aquelas entradas que eu acho OK, mas não sou das maiores consumidoras, nem quando estou com fome. As coisas que comi não chamaram muito minha atenção.

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Então vamos falar do quer interessa: o peixe. Sou fã, especialmente, de atum e de salmão. Não gosto de peixe branco magro, tipo tilápia, mas gosto daquela gordurosidade chamada prego.

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Os peixes do Mori estavam bons. Ótimos. Excelentes.
Gostoso, com textura firme mas sem ser duro, cortado em fatias grossas (adoro!). Os sushis também estavam bons, uma boa variedade e sem pobreza. Assim: ODEIO restaurante que faz o bolinho de arroz gigante e coloca uma fatiazinha de peixe sem graça em cima. Não é este caso.

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A sobremesa, inclusa no preço do rodízio, era uma bola de sorvete Haagen Dasz. Ponto para o Mori Sushi. MAS é um restaurante no qual não pretendo voltar tão cedo. Entendo que comida japonesa de qualidade custe caro – e meu problema não foi a qualidade, estava tudo muito delícia mesmo – , mas não a bagatela de R$ 120 por pessoa. E eu tomei só uma coca zero, e meu marido uma cerveja e uma coca. Não foi muito diferente do que o restante da mesa bebeu. Há restaurantes tão bons quanto o Mori, com peixes tão frescos e bem cortados, que eu e meu marido juntos pagamos R$ 150. É bom, mas para mim é caro.

SERVIÇO
Mori Sushi
R. da Consolação, 3610
Jardins
São Paulo/SP
Tel: (11) 3898-2877

GORDICES EM SÃO PAULO – PARTE 6

25 nov

Quem me acompanha no Facebook/Foursquare sabe: J-A-Q-U-E-I.
Jaquei lindo, forte e gostoso essas últimas semanas.
Foi hamburger, torresmo e pancetta, tanto que minha mãe (MINHA MÃE, GENTE! ALGUÉM ME DEDUROU!) me ligou para dar esporro por conta da vida pouco saudável. 😦

cnp2Barzinho com jeito de praia. Muito amô…

Daí que eu frequento lugares saudáveis sim!
Um desses lugarzinhos bacanas é o Bar Casa na Praia. Ele fica na Vila Mariana, perto da 23 de Maio e tem um jeitão daqueles restaurantes/quiosques de praia. Colaboram para isso o ar rústico, com tijolos aparentes e uma comida que parece coisa que a gente come na praia mesmo. Comida leve, simples e muito gostosinha!

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Normalmente chego cedo lá – por volta de 12h30, porque de fim de semana fica LOTADO. O serviço é simpático, rápido e todas as opções que testei lá são todas muito boas e bem servidas.

A melhor entradinha é a casquinha de siri, que vem em barquinho de massa. Aproveite o siri e esqueça a massa. 😉

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Como prato principal, os omeletes e as saladas são bem boas, mas meu favorito tem sido o prato com um tipo de carne + 2 acompanhamentos. Um dos melhores é o abadejo ao molho de camarão. 🙂

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Mas ultimamente, meu favorito tem sido o filé de linguado gratinado com molho de espinafre, acompanhado de salada Itamambuca (a mesma do prato aí em cima) e cuscus (como escreve isso?) de quinoa. Mas esse prato é tão grande que serve bem duas pessoas.

Tem sanduíches como opções também, nunca comi mas achei bem gracioso. 🙂

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Os sucos são uma atração à parte. NUNCA tomei um suco ruim e também já tenho meu eleito: uva roxa com abacaxi e limão. Gostoso e fresquinho, muito amor! A água de coco é servida no próprio coco e todas as vezes estava delicia-geladinha-amor-eterno.

É um lugar para ir várias vezes e experimentar de tudo, pois sai menos de R$ 30 por pessoa.

SERVIÇO
Bar Casa na Praia
R. Doutor Amâncio de Carvalho, 329
Vila Mariana
São Paulo/SP
Tel: (11) 5082-5002

GORDICES EM SÃO PAULO – PARTE 5

14 out

Há muito tempo queria visitar o Mocotó, mas sempre dava alguma coisa errada. Ou as pessoas achavam longe demais (fica na Vila Medeiros, um bairro realmente afastado de todo o burburinho), que não fazia reservas e toda a série de empecilhos possível.

Quando finalmente conseguimos engolir as frescuras, criar coragem e ir – e levei a tiracolo a família reclamona toda -, a fila estava tão gigante (o restaurante abria às 12h, chegamos lá 11h50 e a espera dera de 1h30) que minha mãe surtou e acabamos indo para outro lugar.

Mas o cardápio e a visão dos pratos que tivemos nessa ocasião nos ofuscou e, tendo consciência da fila que nos esperava, marquei de ir de novo com a Bia (a única da família sem maiores chatices e grande fã de torresmos & queijo de coalho) e chegar lá às 11h. Chegamos 11h em ponto e éramos os primeiros da fila (na verdade, os terceiros :)). Já na fila, fomos informados de que, aos domingos, o restaurante agora abre às 11h30 (apesar de todos os lugares, inclusive o site do Mocotó) informar 12h. Ou seja, 11h35 já estávamos sentados.

barO bar do Mocotó. Não curto cachaças, mas para quem curte, são 340 rótulos! Foto: Ligia Skowronski

O restaurante é outro capítulo à parte, bem diferente dos restaurantes do circuito badalado de qualquer cidade brasileira. É simples e arrumadinho, com uma hostess gente como a gente, garçons que te tratam bem e não te olham com superioridade (ser olhado com superioridade por quem vai te servir realmente é de fo*er o c* do palhaço), tipo aqueles botecos legais para bater um PF, com mesas de madeira simples e cadeiras com estofadinho de couro (a que eu sentei até estava com o couro meio rachado) sem frescuras e sem disfarces, onde as pessoas não vão para badalar, mas sim para conhecer a culinária de um chef badalado.

Aliás, o hype todo se justifica.
Primeiro, porque o chef Rodrigo Oliveira é lindo. ❤

TPM- Autumn SonnichsenSuperhot! Foto: Autumn Sonnichsen/TPM

Segundo, porque o chef é foda – e tava lá. todo trabalhado na fofura… 🙂
Terceiro, porque os pratos do Mocotó são realmente bons.
Quarto, porque ele consegue fazer o povo todo se abalar para um restaurante pequeno, escondido, num bairro afastado, sem gramú.
Cinco, porque o serviço é ótimo.
Sexto, porque não é todo dia que se come no restaurante de um chef superestrelado uma refeição completa (entrada, prato principal com acompanhamentos e sobremesa) sem pagar algumas centenas de reais.

Bom, ao abrir o menu, a primeira supresa: tubaína! O que pode ser mais bacana do que comida nordestina com tubaína?
Perfeita, gelada e econômica – menos de R$ 4 a garrafa com 600 ml. E se alguém vier me falar que compra no supermercado por muito menos bla bla bla, sugiro que veja quanto custa aquela lata de Coca que você toma no almoço no quilo da esquina.

torresmoMelhor torresmo ever! Foto: Divulgação

De entrada, fomos em três clássicos da casa: o torresmo, o queijo de coalho com melado e os dadinhos de tapioca. Logo entendemos o porquê de serem clássicos – os três estavam muito bons. O torresmo foi o melhor que já comi, e ainda assim meu preferido foi o dadinho de tapioca, um quadradinho de tapioca com recheio de queijo de coalho. Amor eterno.

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Dadinhos de tapioca: de comer rezando. Foto: Divulgação

Para os pratos principais, como estávamos em dois casais, pedimos dois pratos – um, o atolado de bode e o outro, joelho de porco servido com cuscuz de milho e gerimum assado. Como acompanhamento, o garçom sugeriu um baião de dois. Meu marido ia pedir o grande (afinal, somos quatro), mas o garçom disse que o pequeno (!) era suficiente. E posso falar? Foi mesmo. 🙂

atoladoAtolado de bode: na verdade, é um cabrito super bem trabalhado no coentro. Foto: Ligia Skowronski/VejaSP

As duas carnes estavam deliciosas, saborosas e muito bem preparadas.
O porco, macio e até eu que não curto muito gordura, me acabei.

joelhoJoelho de porco, servido com cuscuz de milho e gerimum assado. Maravilhoso! Foto: Fernando Moraes/VejaSP

O atolado – que na verdade, é de cabrito – veio com um molho tão delícia que dava vontade de comer só ele com o baião de dois.
Os pratos não são gigantes, mas deu bem para 2 pessoas.

cremeCrême Brulée de doce de leite, doce na medida certa! Foto: Maria do Carmo/Folhapress

De sobremesa, pedimos 4 opções diferentes: o crême brulée de doce de leite, o sorvete de rapadura, uma tapioca de cocada com morango e o cartola de engenho, que mistura banana coberta por queijo e combinada com uma farofa de açúcar e canela, maravilhosa! Tudo divino – o menos sensacional foi a tapioca.

cartola de engenhoCartola de Engenho, queijo, banana e muito amor. Foto: tungada do Foodspotting

No final, depois dessa suruba gastronômica, a conta veio em R$ 286 já com 10%, o que deu R$ 71,50 por pessoa. Só que nós comemos MUITO (4 entradas para 4 pessoas!) e bebemos MUITO (entre tubaínas e cervejas), e tudo muito bem. Saí satisfeita de verdade, e como não tinha tomado café da manhã nem consegui jantar, no final o domingo alimentício acabou saindo R$ 23,80 por refeição. 🙂

É um lugar que voltarei, com certeza!
É daqueles restaurantes que, só de olhar o cardápio, dá para saber que uma só visita não vai ser o suficiente

SERVIÇO
Mocotó Restaurante
Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100
Vila Medeiros
São Paulo/SP
Tel: (11) 2951-3056

GORDICES EM SÃO PAULO – PARTE 4

30 set

Ultimamente temos saído pouco para comer fora.
Sim, é dos nossos programas favoritos, mas temos optado por sair menos e ir a lugares melhores, onde possamos ter emoções gastronômicas melhores.

Uma das emoções favoritas é o Mestiço.
Não que seja muuuuuito caro, mas financeiramente é preciso abrir mão de umas 4 idas ao McDonalds. O lado bom é que vale a pena!

fachadaFachada. Foto: site oficial do restaurante

A proposta do restaurante, basicamente, é ser a mistura do Brasil com o Egito (é o Tchan! feelings) misturar influências da cozinha thai com elementos brasileiros. Normalmente, na hora que gosto de chegar no restaurante (por volta de 21h), sempre tá cheio.

kratong_thong

Mas não é problema, porque mesmo do lado de fora ou na espera, podemos pedir uma caipirinha de lima da pérsia com sakê (delícia!) e beliscar o krathong thong, a entrada mais tradicional de todos os tempos, uma cestinha tailandesa recheada com franco, milho e especiarias. Amo muito!

OLYMPUS DIGITAL CAMERAAmbiente fofo

Normalmente, quando terminamos a entrada, já podemos sentar.
O elenco de pratos principais é bem variado, vai do Guanabara (que é um filé de alcatra em bife alto, com empadas de alho poró que acompanha arroz e feijão preto), passando pelo Ásia (uma delícia de carne com molho de ostras com champignon e cebolinha) e o Paad Thai (talharim thai com frango, broto de feijão, amendoim e camarão), chegando até uma caprichada e farta massa aos frutos do mar.

asiaNham!

Todos os pratos são fartos, diga-se de passagem.
Das vezes que fui, quando não dividi o prato, terminei a refeição com aquela sensação de que poderia ter dividido. 🙂

paad_thai
Para encerrar bem a noite, o bolinho de estudante (um bolinho quente de tapioca com coco) e um cafezinho.

bolinho_estudante

Não tem como não ser feliz!

SERVIÇO
Restaurante Mestiço
Rua Fernando de Albuquerque, 277
Consolação
São Paulo/SP
Tel: (11) 3256-3165

GORDICES EM SÃO PAULO – PARTE 3

29 ago

Apesar de morar no Butantã, sempre estou pela Vila Mariana.
Minha mãe mora por lá, minha tia mora lá também e vivo tendo frilinhas para fazer por lá.
Aproveitando que o marido tinha ido para a casa da mãe dele no sábado, no almoço de domingo fui para lá almoçar com minha tia.

Na esquina da R. Rio Grande com a R. Morgado de Mateus, sempre via uma mercearia linda, com jeito de antiguinha, mas nunca tinha ninguém lá. Pois eis que um tempo sem passar por lá, o local sofre um makeover (não extreme, porque a coisa aconteceu lá e eu nem percebi!) e virou um bar, o Dona Preciosa.

dona preciosa 1Que fofa a Dona Preciosa! Antigamente o negócio se chamava Empório Rio Grande! Lembro bem do número em algarismos romanos (MCMXVI) na fachada da mercearia, indicando o ano de construção do edifício! Foto: Marcio Pinho/G1

Pois o Dona Preciosa manteve as características estruturais do antigo negócio: os tijolinhos aparentes e o piso de ladrilho hidráulico são uma fofura! Como a parte da frente estava lotada, acabamos indo para o fundo

dona preciosaFachada “vintage”. Foto: Maneco M.

Eu, minha tia e uma amiga nos sentamos no fundo – achei um pouco abafado por causa do calor!
A mesa onde nos sentamos tinha esta vista:

dona preciosa 2Mais uma foto do Maneco M. roubada de outro site…

De entrada, pedimos uma bruschetta de queijo de cabra, que estava bem boa (disse o garçom que a entrada mais pedida é o tal do puff de mandioca, mas minha tia estava com vontade de bruschetta!), acompanhada de uma limonada de maçã verde, que achei OK – me arrependi de não ter pedido um coquetel sem álcool que leva lichia e água de coco! 😦
Meu prato principal foi o risoto de frutos do mar, bem rico, muito bem servido e na cremosidade perfeita. Amei mesmo!
Não foi dos serviços mais rápidos do mundo, mas o sabor de tudo valeu a espera!
Das próximas vezes, quero comer uma carne – vi as carnes passando, um bifes altos… Adoro!
O prato principal realmente era grande, então não sobrou espaço para a sobremesa, mas a refeição como um todo foi realmente bacana e com certeza voltarei lá. 🙂

SERVIÇO
Dona Preciosa Gastropub
Rua Rio Grande, 130
Vila Mariana
São Paulo/SP
Tel: (11) 2369-6637

COISAS DA VIDA

24 ago

Após tentar (sem sucesso) fazer meu marido se apaixonar pela natação, resolvi largar na mão de Deus para ver o que acontece.
Recentemente ele se interessou por artes marciais (\o/). Porém, a arte marcial escolhida foi o kung fu.
Sim, aquela coisa aeróbica.
Sim, aquela luta do Bruce Lee.
BRU-CE-FU-CKING-LEE.
O cara com a coluna maleável que fica pulando, voando e socando sem parar.


Tentando fazer a pessoa voltar à razão.
– Amor, acho que o kung fu é pesado para nós.
– Por quê?
– A gente não tem perfil (idade e cansaço latente) para fazer kung fu.
– Ué, se o Kung Fu Panda virou o guerreiro dragão, por que eu não posso?

kung fu

Vocês entendem o porquê de seu ser sequelada, né?